quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Décima Segunda Meia Maratona Internacional de Fortaleza



As inscrições para a 12ª Meia Maratona Internacional de Fortaleza, já estão abertas com aprevisão de 8 mil vagas para os participantes. A prova comemora os 288 anos de fundação da cidade de Fortaleza e os 366 anos do surgimento do Exército Brasileiro, na Batalha de Guararapes ocorrida no dia 19 de abril de 1648 no Recife.

A prova acontece no dia 13 de abril (domingo) com a largada e chegada no bosque do Marina Park Hotel. Os horários das largadas será o seguinte:
- 6h30 - Elite feminina (21.097 metros) - Largada única;
- 6h35 - Atletas cadeirantes (feminino e masculino) - Largada única;
- 6h45 - Elite masculina (21,097 metros) e Geral (5 km, 10 km e 21.097 metros - feminino e masculino) - Largada única.

A prova oficial é de 21.097 metros e faz parte do Circuito de Corridas de Rua da Caixa, reconhecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Serão oferecidos dois percursos participativos de 5 e 10 km, sendo este último denominado de "Corrida Guararapes", já na sua 11ª Edição, homenageando o Exército Brasileiro, e reune em sua maioria integrantes das organizações militares do Exército e das demais Forças Co-Irmãs e Auxiliares sediadas na cidade de Fortaleza.

Todos os participantes que concluirem seus percursos receberão a medalha e concorrerão ao sorteio de um carro zero. (exceto os inscritos por cortesia ou promoções)

Estão previstas ao longo do percurso algumas bandas de forró e DJs animando os corredores. Está sendo aguardada a presença de atletas estrangeiros e de outros estados, já que a prova conta pontos no ranking brasileiro de Corridas de Rua da Caixa.

As inscrições serão realizadas somente no site da prova (clique aqui) e o valor sofre umacréscimo de R$ 4,80 por inscrição.




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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O impacto fisiológico de uma Maratona no organismo

A Maratona é a prova de Atletismo mais popular em todo o mundo, embora não seja corrida por qualquer comum mortal. Melhor, pode ser para qualquer um, desde que se tenha cumprido um plano de treino adequado e específico para cada indivíduo – e claro, não se encontrem contra-indicações nos exames médicos efetuados antes da preparação.
Mesmo tendo-se tornado tão popular e aparentemente pessoas de todas as idades a possam desafiar, a sua conotação como não-saudável de extrema exigência fez com que só nos JO de Los Angeles 1984 tivesse a primeira participação de mulheres. Apesar de já se ter concluído que maratonistas são mais saudáveis do que sedentários não temos outra hipótese se não respeitarmos os 42,195km que nos levam à linha de meta. O facto de haver cada vez mais provas, principalmente de montanha, com 60km, 100km, 160km, por exemplo numa montanha como o Monte-Branco (!) também faz com que se ultrapassem certas barreiras psicológicas e nos atiremos de cabeça para um desafio como uma (simples) Maratona.
A Maratona começa a produzir em nós alterações muito antes do tiro de partida. Nos momentos que antecedem a corrida a circulação sanguínea aumenta para os músculos que estão prestes a trabalhar, a respiração acelera, hormonas são libertadas incluindo a epinefrina (adrenalina). Em momentos de stress as glândulas supra-renais libertam grandes quantidades de adrenalina que preparam o organismo para esforços físicos exigentes, estimula as funções do coração e eleva a tensão arterial – tudo em prol de um organismo alerta pronto a responder aos desafios impostos.
Quase que podemos sentir a adrenalina a correr pelas veias quando nos estamos a dirigir para o local da competição.
Quando a corrida se inicia o organismo está em constantes alterações bioquímicas, nos primeiros km’s, na segunda metade da corrida onde a capacidade mental é um factor determinante, nos km’s mais difíceis onde há uma voz a insistir que é melhor parar e no último km em que voltamos a acordar. E claro, na chegada!
Nestas respostas fisiológicas do organismo destacam-se as que têm um papel mais determinante durante uma prova de endurance: regulação da temperatura corporal, desidratação, alimentação e absorção dos alimentos, fadiga muscular e fadiga mental.
Hipertermia
O tempo quente traz consigo importantes considerações a reter. Durante o exercício vigoroso quase 3/4 da energia produzida pelos músculos é libertada sob a forma de calor. Se este calor não fosse libertado ocorreriam sérios danos musculares e muito provavelmente desidratação (o mito de correr com várias peças de roupa para emagrecer é muito grave).
Através da libertação de calor e transpiração o corpo mantém a temperatura estável, assim como tem um papel regulador a intensidade a que corremos. Quanto mais forte o ritmo maior será a temperatura corporal. É por isso que em dias muito quentes não conseguimos obter as mesmas performances de dias frescos e/ou amenos.
Na primeira parte da corrida a temperatura corporal sobe, mantendo-se depois estável com ligeiras alterações, até ao final da mesma. Caso o corredor continuasse a acelerar o cérebro iria ordenar uma série de respostas, sensações de fadiga e desconforto, que forçam a desacelerar e a reduzir a temperatura, caso a situação começasse a ficar descontrolada – daí por vezes haver paragens forçadas/quase desmaios/desmaios, principalmente em competições mais longas do que a Maratona até. Já se assistiu a atletas a desmaiarem, repousarem e refrescarem-se uns minutos e depois continuarem – não é clinicamente aconselhado como devem calcular, mas a vontade é mais forte.
Os mecanismos automáticos do nosso organismo podem ser falíveis. O próprio cérebro aquece e a sua capacidade de funcionar em perfeitas condições fica afetada. Nesses momentos sucedem-se esses episódios de tontura, desorientação, descoordenação e até desmaios.
Hipotermia
À primeira vista podemos pensar que ninguém sente frio ao correr uma Maratona. Mas se estás a pensar correr uma Maratona numa cidade fria ou numa data de Inverno há sempre a possibilidade de estar bastante frio.
Entre 1982 e 1987 a Maratona de Glasgow foi corrida com temperaturas desde os 4º (Ridley et al., 1990). Em 1983, na Maratona de Boston, 11,5% dos corredores necessitaram deassistência médica, sendo a Hipotermia o principal diagnóstico médico (Jones et al., 1985).
É do senso comum que os fatores que despoletam a Hipotermia são o tempo frio, ventoso e chuvoso. Para além destes há ainda outros que devem ser considerados: se a segunda metade da prova for mais lenta do que a primeira podemos não conseguir continuar a gerar a mesma quantidade de calor. A transpiração pode deixar o equipamento molhado o que acelera a perda de calor corporal. E após a corrida, caso descuidemos a nossa proteção com roupa seca, casaco, calças, etc., podemos entrar em Hipotermia, dada a descida de temperatura derivada da paragem do exercício físico.
Em casos em que prevemos condições de tempo adversas devemos vestir-nos em camadas com roupa impermeável – mas transpirável sempre, e se possível num ponto da prova retirar alguma roupa junto de um familiar ou conhecido, se necessário. No final ter roupa seca e quente para trocar de imediato.
Embora não tão popular como a Hipertermia, a Hipotermia pode ocorrer ainda mais em competições com tempo adverso e com a proliferação de corridas longas e de montanha -Trail Runnig. Para além dos habituais dedos e narizes frios, a baixa de temperatura corporal leva a irregularidades no ritmo cardíaco e os mesmos sintomas de desorientação e perda de discernimento, pelo que deve ser vista da mesma forma séria como abordamos a Hipertermia.
Depleção do Glicogénio
As refeições de Hidratos de Carbono (HC) (Pasta Party) pré-maratona fazem parte de qualquer evento atual e estão na moda. E porque não? Quando analisamos vemos que faz todo o sentido. Os HC são mais rápidos a fornecer energia aos músculos do que as Gorduras e são necessários a uma boa performance aeróbia.
No organismo os HC estão alojados sob a forma de glicogénio nos músculos e no fígado, assim como em glucose na corrente sanguínea.
Durante a Maratona os músculos utilizam energia a partir do glicogénio das suas células e da glucose do sangue. À medida que a glucose do sangue é utilizada o fígado recorre ao seu glicogénio, convertendo-o em glucose para ser libertada na corrente sanguínea a fim de manter os níveis de energia a utilizar estáveis. Durante uma atividade prolongada – também se treina a alimentação durante as sessões de treino – os níveis de glicogénio são deplecionados. Neste momento o organismo tem que recorrer à energia da Gordura, que é mais lenta nas suas reações químicas, e não fornece tanta energia no mesmo espaço de tempo. Esta mudança não passa despercebida. Os corredores referem-se, alguns já carinhosamente, a este momento como “o Muro!” tal é a diferença do ritmo (e do positivismo mental com que seguiam) imposto antes e após.
Como se sabe um regime alimentar rico em HC faz com que se encham as reservas de glicogénio nos músculos e fígado. Se a depleção de glicogénio leva a uma redução da performance devemos atestar as nossas reservas para evitar ou retardar “bater no muro”.
De formal geral e sem entrar em pormenor a nível científico, até porque sempre foi um tema algo controverso, vários estudos demonstraram ao longo dos anos, melhores resultados desportivos com um reforço de HC na dieta dos atletas, ainda que somente em provas superiores a 90 minutos.
É claro que o seu consumo tem contra-indicações: demasiados HC levam a um excesso de peso, o que significa maior necessidade energética durante treinos e competições. O acompanhamento nutricional ao longo de todo o ano é aconselhado.
Se um corredor não ingerir HC durante a Maratona, ao fim de aproximadamente duas horas dar-se-á a depleção de todo o glicogénio do fígado. Este fenómeno, denominado Hipoglicemia leva à redução da velocidade de corrida por perda da normal função cerebral (Noakes, 2003). Como o cérebro se alimenta da glucose do sangue, ocorrerá uma redução da performance motora, da contração muscular, logo, velocidade mais lenta, mesmo que haja algum glicogénio ainda restante nos músculos (Nybo, 2003).
Um estudo na distância da Maratona revelou melhor performance consumindo uma bebida com 5,5% de HC em comparação com apenas água e com bebida com 6,9% de HC (Tzintzas, et al. 1995).
Vários estudos sobre estes temas envolveram testes de 20km, 30km somente. Uma razão para que não haja mais estudos acerca do “muro” poderá dever-se ao facto de os atletas envolvidos serem de elevada qualidade, correndo perto das 2h00 a Maratona, e estando bem treinados não sintam “o Muro”. Já os corredores amadores que demoram +3h, +4h, +5h,…
Outro fator decisivo é a preparação do corredor, o treino. A grande maioria dos treinos comtemplam as sessões mais longas como corridas de ~30km/3 horas. Ora, se um corredor vai realizar +4h/+5h na Maratona como pode estar preparado para ultrapassar as dificuldades que vêm depois das 3h, altura mais dura? Não admira que tantos corredores sintam o “muro”…
Ainda assim, continua a provar-se que a alimentação é parte fundamental do processo de treino e competição. Stellingwerf (2012) verificou melhorias nos recordes pessoais na Maratona, em atletas de elite, após um programa de periodização de treino e nutrição específicos. Na Maratona os atletas ingeriram ~150ml a cada ~15min de prova numa solução de 10,01%± 0,3% de HC.
Apesar de sabermos a importância da ingestão de HC para a performance, uma coisa é certa, quando e em que quantidade é um aspeto individual para cada corredor, assim como o treino deve ser adequadamente preparado para cada corredor.
Fadiga muscular
Sem dúvida o stress muscular é um dos principais desafios a superar numa corrida tão longa como a Maratona.
Um grande número de células musculares são danificadas e destruídas ao longo dos 42,195 km. A principal causa: o stress mecânico a que estão sujeitas. Principalmente as fases excêntricas dos movimentos, em que o músculo se contrai enquanto se alonga, estando portanto a ser puxado pelos dois lados das suas inserções. Esta contração é mais exigente do que a contração concêntrica (contrai-se enquanto se encurta) e das contrações isométricas (estáticas).
Outra causa da fadiga muscular é a depleção de proteínas para utilização como energia, denominada de catabolismo. Como sabemos as proteínas têm uma pequena contribuição durante o exercício, mas quando as reservas de glicogénio se esgotam as proteínas passam a ter um papel mais importante como substrato energético. No final de uma prova longa estas podem contribuir com aproximadamente até 15% da energia utilizada. Se já terminaste um treino ou competição longa a cheirar a amónia é sinal de que estiveste a “queimar” proteínas, já que a amónia é um produto do catabolismo das proteínas.
A danificação das células musculares decorre também do stress oxidativo. Uma percentagem (até 5%) das moléculas de oxigénio libertam um eletrão enquanto participam na libertação de energia das mitocôndrias, formando os tão conhecidos “radicais livres”. Este processo leva a danos nas membranas celulares, ADN e proteínas estruturais. Durante exercício vigoroso podemos aumentar em 7x o consumo de oxigénio, com um aumento nas mesmas proporções dos “radicais livres”.
Fadiga mental
A fadiga mental, conhecida como Fadiga Central, por se referir ao órgão que nos “comanda” também ocorre após várias horas de esforço intenso.
Tal como acontece nas estruturas musculares o funcionamento cerebral é influenciado pelos diversos fatores anteriormente referenciados, havendo igualmente um acumular de metabolitos resultantes do esforço que levam a sensações de desconforto, falta de vontade para prosseguir, pensamentos negativos, alterações do humor e ainda interferem nas normais ligações neuro-musculares, que enviam “mensagens de comando” para os músculos trabalharem eficientemente.
Mesmo num corredor com uma forte vontade de terminar, a parte subconsciente do cérebro pode “desligar” as pernas, caso perceba que os riscos para a saúde são grandes.
Fluídos e desidratação
O corpo de um homem com 68kg de peso corporal contém ~41kg de água. Uma mulher de 54kg tem de ~29kg água na sua composição.
A transpiração é um vital mecanismo de arrefecimento, mas durante uma Maratona, dependendo das condições, podemos perder 1L de suor por hora! Se não ingerirmos fluídos por forma a compensar estas perdas é quase certo que não cortaremos a meta. Ainda assim, com hidratação constante, após as corridas, há muitos atletas com perdas de peso significativas.
Quando o corredor sente sede, o processo de desidratação já se iniciou. Por cada litro de suor perdido contam-se também 28 gramas de sal e minerais essenciais ao bom funcionamento da corrente sanguínea.
Corredores que demoram pouco mais de 2h e estão extremamente bem treinados hidratam-se com o essencial. Já os amadores, para além de poderem ter negligenciado o treino da nutrição e hidratação durante as sessões de treino, e não saberem realmente como proceder em competição, por estarem 4h/5h em prova podem sofrer de Hiponatremia por demasiada ingestão de água e/ou pouca ingestão de sódio, vulgarmente chamado de eletrólitos. Este estado caracteriza-se por reduzidas concentrações de sódio no sangue. Se continuamos a ingerir só água, estamos a diluir cada vez mais o sódio existente. Muitas vezes é a Hiponatremia a causa de redução da performance, da função muscular, náuseas, câimbras, e não a falta de HC como os corredores julgam.
Um corredor pode sofrer de Hiponatremia depois de uma prova longa e exigente por ingerir grandes quantidades de água isoladamente. Depois do corredor urinar, indicando que os rins estão a funcionar corretamente, é seguro beber.
Davis et al. (2001) encontraram 26 casos de Hiponatremia em ~34.000 corredores da Maratona de San Diego em 1998 e 1999. Verificaram maior incidência nas mulheres, corredores mais lentos (+4h) e em pessoas que recorreram a anti-inflamatórios não esteroides (AINE) (uso comum mas incorreto em atletas do pelotão para disfarçarem dores – normalmente auto-medicados). Hew et al. (2003) verificaram resultados idênticos.
Quanto aos AINE, aumentam a atividade de hormonas anti-diuréticas, resultando numa maior retenção de líquidos, logo, diluindo os níveis de sódio no organismo.
42,195 km depois
Demora algum tempo até à recuperação fisiológica completa do organismo do desafio de correr (e treinar para) uma maratona.
Um estudo revelou que o nível de enzimas antioxidantes no sangue permaneceu significativamente reduzido enquanto marcadores de danos musculares e inflamação permaneceram significativamente altos, passadas três semanas de uma competição de endurance.
O sistema imunitário (SI) tem um papel importante na recuperação do organismo após esforço intenso. No caso de provas longas o próprio SI foi afetado e como tal não se apresenta a 100% para desempenhar esse papel após a competição.
As células imunitárias permanecem deprimidas por alguns dias, o que faz com que vulgarmente a seguir a uma prova os corredores fiquem constipados, engripados, apresentem febre, entre outros – infeções bacterianas e virais.
Poderão também ocorrer episódios de sensações de depressão. Estes não são mais do que os sintomas semelhantes ao overtraining – estado crónico de fadiga geral por desregulação entre treino e recuperação que pode demorar vários meses a ser recuperado. Este estado provoca desregulação nos neurotransmissores cerebrais do nosso estado psicológico, fazendo com que surjam estados depressivos. Tem sido colocada a hipótese de que este é um mecanismo cerebral para desencorajar a pessoa a voltar a fazer passar o organismo pelo mesmo processo – por enquanto.
Com a recuperação em pleno da função muscular a demorar semanas, total recuperação de células musculares até meses, após um desafio tão forte aconselha-se:
- evitar situações de stress do dia-a-dia;
- manter no plano de treinos atividades físicas moderadas (aproveitar para fazê-lo em família), não longas e variadas;
- alimentação anti-inflamatória, equilibrada, rica em nutrientes de qualidade, vitaminas e minerais;
- noites de sono com qualidade.
E aqui não é por enquanto, é durante todo o ano.

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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Mossoró conta mais de 3 mil ciclistas



A preocupação com a integridade física dos envolvidos no tráfego, sejam eles motoristas, motociclistas, ciclistas ou pedestres, é a base do Código de Trânsito Brasileiro. Mais do que apenas regular o fluxo de veículos, a ideia da legislação é que todos possam ocupar o seu espaço. Portanto, bicicletas, triciclos, handbikes e outras variações são todos considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e prioridade sobre os automotores. Em Mossoró, a prática do ciclismo cresceu nos últimos anos. Estima-se que existam aproximadamente três mil adeptos da prática na cidade; destes, aproximadamente 200 se enquadram na categoria de alta performance.

Com o maior número de bicicletas transitando na via urbana no município, o alerta é sobre os riscos enfrentados. A legislação brasileira determina que esse veículo, considerado de propulsão humana, deve ter preferência no uso da avenida/rua e seguir no sentido dos carros e nas faixas laterais. A legislação cita ainda que o ciclista pode estar ao lado esquerdo da pista, mas a prática é considerada perigosa até pelos adeptos. Os requisitos acima ocorrem quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado. De acordo com o presidente Alex Polary, da Comissão dos Ciclistas de Mossoró, para os que seguem também pelas BRs, há orientações de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal. “A PRF faz todas essas orientações e pede para os ciclistas darem preferências por rodovias com acostamento”, explica.

Mas, apesar dos riscos que envolvem pedalar sobre duas rodas, o presidente da comissão diz que não há um número expressivo de casos de acidentes. “Não tenho dados precisos; temos casos isolados de acidentes graves. Mas é preciso diferenciar o ciclista do usuário comum de bicicleta”, argumenta. Para ele, o ciclismo prevê segurança e condutas adequadas à legislação de trânsito. “Muitas pessoas usam a bicicleta de forma errada, atravessando sinal vermelho, andando na contramão. Eu faço a mesma comparação para os casos de motoqueiros e motociclistas”, diferencia.

Há cerca de uma semana, o ciclista Francilúcio Junqueira de Araújo morreu, depois de sofrer um acidente de bicicleta enquanto pedalava com um grupo por uma rodovia estadual. Ele teria sentido um mal súbito, seguido de desmaio, o que provocou a queda e ocasionou o traumatismo craniano. De acordo com informações de familiares, o ciclista estava equipado com capacete, mas o equipamento não foi suficiente para salvar a sua vida. Francilúcio pertencia à categoria denominada “ciclismo de speed”, em que o ciclista pedala em alta velocidade e percorre longas distâncias em estradas. “No ciclismo de speed não há treinamento à noite. Nessa categoria o praticante pode chegar a 80 quilômetros por hora e, se for em uma descida, pode ultrapassar os 100 quilômetros”, explica Polary. Segundo relatos, o ciclista que se acidentou estava com uma velocidade de aproximadamente 40 quilômetros. No ano passado, outro caso mobilizou os praticantes em Mossoró. Um ciclista morreu depois que foi atingido por um carro na BR-304, próximo à entrada para o município de Serra do Mel. Um carro trafegava no sentido Assú-Mossoró e, enquanto fazia uma ultrapassagem, acabou colidindo frontalmente com dois ciclistas. Um deles, Gilvenildo Elias de Moura, veio a falecer.


Ciclovias existentes são inadequadas

Para a Comissão de Ciclistas de Mossoró, a via urbana conta poucas ciclovias e algumas dessas têm uma extensão considerada reduzida para a prática. Segundo Polary, a cidade tem 4,7km em ciclovias. “Nenhuma delas leva a lugar nenhum, não tem continuidade”, questiona.

A ciclovia localizada na extensão da Avenida Rio Branco ainda atrai alguns praticantes da modalidade, no entanto os ciclistas precisam dividir espaço com pedestres que utilizam o local para fazer caminhada.

A Prefeitura teria iniciado o mapeamento da cidade para implementar as ciclofaixas em vias de maior fluxo. As ciclofaixas são espaços pintados no piso, sinalizando onde os ciclistas devem circular. Geralmente, elas são pintadas nas ruas e avenidas e dividem espaço com os carros, dando exclusividade ao ciclista em determinadas faixas. “Nós consideramos as ciclofaixas mais adequadas e seguras”, finaliza Polary.


Fonte: http://www.defato.com/noticias/31252/mossoro-conta-mais-de-3-mil-ciclistasa
por Nathália Rebouças

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Circuito Corrida de Rua Noturno Caixa 2014



A Caixa Econômica Federal, patrocinada pela Fila, junto a Latin Sports organizarão o CircuitoNoturno Caixa 2014. Serão dez etapas de 5 km e 10 km que acontecerão à noite em diferentes cidades. Dentre elas, estão RECIFE e FORTALEZA, para quem gosta de ir passear e dar uma corridinha nas capitais vizinhas, seguem duas boas opções.

 Site do evento: www.circuitonoturno.com.br*
*Hoje, 27/01/2014, o site deve está em manutenção, mas vamos ficar atentos para as demais informações sobre o evento.

Calendário Circuito Noturno Caixa 2014:

19/04 – Salvador / BA
17/05 – Recife / PE - http://www.sportpass.com.br/eventos.asp?id=434
Encerramento das inscrições:10/05/14
07/06 – Vitória /ES*
19/07 – Porto Alegre / RS
23/08 – Uberlândia / MG*
13/09 – Curitiba / PR
20/09 – São Paulo / SP
18/10 – Fortaleza / CE* - http://www.sportpass.com.br/eventos.asp?id=440
Encerramento das inscrições:11/10/14
06/12 – Ribeirão Preto / SP
13/12 -  Brasília / DF*


*Aguardando confirmação da data.

Fonte:http://esportesletsgo.blogspot.com.br/2014/01/novidade-circuito-noturno-caixa-2014.html
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

1ª Volta da Cidade de Mossoró 25km - 26 de Janeiro


LOCAL DE INSCRIÇÃO: No Local da Largada
INSCRIÇÃO: Gratuita 
SAÍDA DA PROVA: Praça do UPA (UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO) Inocoop 
DATA: 26 DE JANEIRO
DISTÂNCIA: 25 KM
CONGRESSO TÉCNICO: Será no local da largada sexta-feira 24 às 18 horas
CONCENTRAÇÃO: 05h
HORA DA LARGADA: 05h15m
CATEGORIAS: -MASCULINA (Elite ) - MASCULINA (Iniciante)
PREMIAÇÃO EM TROFÉUS: Elite 1º ao 7º / Iniciante 1º ao 8º
Obs: Não terá qualquer apoio da organização nos seguintes requisitos: Batedor de Trânsito, ponto de hidratação e premiação em dinheiro. Se algum empresário quiser doar mais troféus para aumentar o número de ganhadores fiquem a vontade a categoria INICIANTE tem o apoio das empresas PORCINO IMPORTS E BODY NUTRI SUPLEMENTOS.
MAIORES INFORMAÇÕES: Anselmo Souza (84)  9816-3292

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Resultado Oficial da Primeira Maratona de Revezamento Mossoró - Tibau

Cento e cinco atletas de Mossoró, cidades vizinhas do Rio Grande do Norte e de mais três Estados participaram na manhã do sábado, dia 18, da I Primeira Maratona de Revezamento Mossoró/Tibau, numa parceria entre as duas prefeituras. O evento reuniu atletas experientes, iniciantes, corredores especiais e de várias idades.
 O prefeito Francisco José Júnior fez questão de participar da prova e destacou a importância da iniciativa. “A corrida é o esporte mais democrático que existe por isso nós temos que incentivá-lo. A Maratona Mossoró/Tibau já está oficializada no calendário do Município e vamos transformar em um grande evento”, destacou.
O prefeito de Tibau, Josinaldo Marcos de Sousa, o Naldinho, não escondeu a satisfação pela parceria com Mossoró. “Tibau é irmã de Mossoró, por isso temos que trabalhar juntas. Essa parceria é muito importante e vai se repetir em várias outras iniciativas”, destacou.
Mais de 50 pessoas estiveram diretamente envolvidas na organização da maratona, que contou com o apoio ainda da Polícia Rodoviária Estadual e Federal, Departamento de Trânsito, DER, DNIT, SAMU e Subsecretaria Municipal de Trânsito e Transporte. “Preparamos essa maratona num período recorde de 30 dias. Isso só foi possível em função do envolvimento de toda a comissão organizadora, que não mediu esforços para que a prova fosse esse sucesso. Aqui, quero externar todo meu agradecimento”, falou a Secretária de Educação e do Desporto, Ieda Chaves, organizadora da maratona.
A I Maratona de Revezamento Mossoró/Tibau teve um percurso total de 42Km, contou com 21 equipes e foi concluída em 4h20min. Foram distribuídos R$ 9 mil em prêmios, além de troféus para os vencedores masculinos e femininos nas categorias Local e Open. Todos os atletas receberam medalhas de participação.
VENCEDORES DA MARATONA
MASCULINO NACIONAL
1º lugar- Rafael Almeida Silveira-CE
2º lugar- Luis Carlos dos Santos- CE
3º lugar- Carlos André Nascimento-PB
MASCULINO LOCAL
1º lugar- Luciano de Oliveira
2º lugar- Francisco Alberto Delmiro
3º lugar- Elder Delfino Figueiredo
FEMININO
1º lugar- Maria Valdelice da Cruz
2º lugar- Patrícia Maria Linhares
3º lugar- Fernanda Ferreira da Silva

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